Afonso Almeida: «Correr em casa (Estoril) e terminar em quinto foi algo muito marcante»

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Afonso Almeida acredita que viveu uma temporada 2022 mais do que positiva no ESBK – Campeonato Espanhol de Velocidade, uma temporada que trouxe momentos muito marcantes ao piloto da Miguel Oliveira Racing Team, que acredita que, no próximo ano, será capaz de «ir mais além».

Qual o balanço geral que fazes da temporada 2022?
Foi um ano positivo e de bastante evolução. Há que melhorar em vários aspectos, mas acabou por ser um ano em que tive ótimas experiências e também ganhei experiência. Além disso, fisicamente evoluí bastante. Ou seja, espero continuar com esta evolução em 2023.

Pelo lado positivo, qual o teu resultado mais marcante?
Felizmente, tenho vários. Por exemplo, correr em casa (Estoril) e terminar no quinto lugar foi algo muito marcante.
Mas Navarra também me marcou, pois tinha tudo para que fosse um fim de semana muito bom. É um circuito onde tenho um grande historial de quedas e por isso tínhamos “contas a haver” (risos). Fizemos bons tempos, boa qualificação e, no segundo dia, estava muito confiante, sentia que a prova poderia correr bem. Apesar de, na primeira corrida, não ter ficado no grupo da frente, talvez tenha sido uma das minhas corridas mais disputadas em termos de pilotagem com o grupo onde estava.
A queda no warm up deixou-me chateado por não conseguir fazer a corrida, mas, por outro lado, senti que arrisquei, fui mais além. E isso mostra a minha evolução.
Apesar de ser um sexto lugar, a última corrida, em Jerez, acabou por significar o término em grande no campeonato. Até chegar a sexta posição, foram muitas voltas de disputa e uma corrida muito intensa em termos de pilotagem. Este resultado fez com que terminasse o campeonato no Top 10.

E aquele menos positivo?
Novamente em Navarra, pelos motivos referidos, já que era uma corrida onde acreditava que poderia ter alcançado o pódio, mas também por ter sofrido uma queda que me fez ir para o hospital, algo que, desde que corro, nunca me tinha acontecido. Mas fiquei mais chateado por não ter corrido do que propriamente devido às dores sentidas na altura (risos).

Ao olhar para trás, o que farias de diferente?
O foco e a inteligência em pista. Realmente, poderia ter alcançado outro resultados, mas sinto-me tranquilo em relação a isso porque sei o que deveria ter feito para correr melhor. Por isso, para o ano, já sei onde posso melhorar.

E qual o teu circuito preferido? 
Valência é a minha pista favorita porque, para além de gostar do traçado, é um circuito que me obriga a ultrapassar muitas dificuldades pessoais, já que é um circuito muito difícil.

E aquele onde não estás muito à vontade?
Tenho prazer em pilotar em todos os circuitos, mas há um ou outro que não me identifico tanto, como, por exemplo, o Estoril. Talvez por ter sofrido muitas quedas fortes, já que é o autódromo onde mais rodei. Isso faz com que eu esteja constantemente a ultrapassar os meus limites no Estoril.

Este ano, o que o motociclismo trouxe para o teu dia-a-dia?
Disciplina na alimentação e no treino físico, mais capacidade de resiliência e perseverança. Estar numa categoria nova e rodar na maior parte das vezes com o grupo da frente mostrou-me que sou capaz de ir mais além. Isso dá-me alguma confiança e motivação. 

Do que fizeste este ano, o que não vais repetir no próximo ano?
No próximo ano vou fazer por melhorar as áreas em que sinto mais dificuldades e evoluir ainda mais depressa em todos os aspectos, como no aspecto físico e em pista, mas também mentalmente.

Mas, ao fazeres uma autoavaliação, o que tens de melhorar?
A minha inteligência em pista e ser mais focado.

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